Saúde mental e bolso vazio

saude mental nas empresas

O inimigo invisível da produtividade da sua equipe

Enquanto se discute burnout e escalas de trabalho, um fator silencioso está drenando a saúde mental e a energia do seu time.

Você já parou para observar sua equipe hoje? Eles estão fisicamente presentes, sentados em suas cadeiras, olhando para as telas. Mas onde está a mente deles?

Será que está nas metas da empresa?

Ou está na fatura do cartão de crédito que vence amanhã e ele não tem o dinheiro? Talvez esteja remoendo a briga da noite anterior com o cônjuge por causa dos gastos excessivos. Ou, quem sabe, o pensamento esteja no medo de ter que tirar os filhos da escola particular por não conseguir pagar a mensalidade. Ou na frustração de passar mais um ano sem fazer aquela viagem de férias desejada.

Para muitos, é tudo isso acumulado. O corpo está no escritório, mas a mente está refém do caos financeiro.

Vivemos um momento histórico delicado. Discute-se o fim da escala 6×1, a pressão da Inteligência Artificial substituindo funções e uma nova geração que questiona a renda e até o sentido do trabalho. Nesse caldeirão de incertezas, existe um gatilho que transforma a ansiedade em paralisia: o descontrole financeiro.

Te convido a desvendar a raiz desse problema e descobrir como transformá-lo em resultados reais para a empresa — e, quem sabe, até para você mesmo. Vamos aprofundar?

O RH e a saúde mental: quando o salário não traz felicidade

Muitos gestores de Recursos Humanos acreditam que a solução para a desmotivação é apenas aumentar salários e benefícios. Sim, acredito que a premiação de metas atingidas, benefícios atrativos e remuneração justa são fundamentais. Porém, isso não basta. O que vemos na prática — e isso é facilmente comprovável — é que, sem educação financeira, o aumento de Renda vira apenas aumento de Consumo e de Dívida.

Uma pessoa que ganha R$ 3 mil e paga um aluguel de R$ 1 mil, se passar a ganhar R$ 10 mil, provavelmente vai aumentar o padrão de vida: vai para um aluguel de R$ 4 mil, troca o carro, frequenta novos lugares… Claro que um salário maior proporciona bem-estar, mas aqui estamos falando de saúde mental, que é destruída pela desorganização financeira, independente da renda. Logo, o problema continua, mesmo triplicando o ganho mensal.

Trabalhamos alunos e mentorados que ganham acima de R$ 20 mil e enfrentam problemas financeiros gravíssimos, muitas vezes maiores do que quem ganha R$ 3 mil.

O problema nem sempre é quanto se ganha, mas como se gerencia. (fizemos até um breve guia, sobre isso, veja aqui )Quando o colaborador perde o controle do próprio dinheiro, ele perde a capacidade de raciocinar com clareza. Ele se torna uma engrenagem que, cedo ou tarde, vai falhar. E digo mais: infelizmente, não é incomum, ao fazermos trabalhos de Consultoria Empresarial, vermos até desvios de conduta e fraudes ocorrerem pelo puro desespero de quem não vê saída e, na fragilidade sistêmica de processos, encontra na empresa um “caminho aberto”. Pense nisso!

O que os dados revelam sobre a saúde mental nas empresas

Não estamos falando de suposições. As evidências estão estampadas nas matérias e pesquisas.

Em outubro de 2025, o Sebrae fez um artigo sobre a Saúde Mental no Brasil e o impacto para as empresas ( veja aqui ). De acordo com pesquisas, os transtornos psicológicos já são a causa de perícias médicas no INSS, sendo que a depressão ocupa a posição. Nas empresas, a saúde mental está relacionada com a lucratividade. Doenças mentais geram um impacto econômico global de cerca de US$ 1 trilhão em perda de produtividade. E uma pesquisa da Oracle em 11 países mostrou que 84% dos funcionários brasileiros consideram que suas empresas precisam fazer mais para proteger a saúde mental. Incrivel estes dados, não é?

Ainda temos muitos outros estudos que indicam que 64% dos trabalhadores já tiveram sua saúde mental afetada por problemas financeiros, além de outros temas como:

  • Queda de desempenho: Funcionários endividados produzem cerca de 15% menos.
  • Perda de tempo: Cerca de 37% dos colaboradores perdem tempo de trabalho tentando resolver problemas pessoais de finanças durante o expediente.
  • Vulnerabilidade: Pesquisas mostram que 75% dos funcionários não têm reserva de emergência, vivendo a um passo do colapso a qualquer imprevisto.

O impacto disso é mensurável:

saude mental nas empresas

Agora, cruze esses dados com o cenário macro: o Brasil possui uma População Economicamente Ativa (PEA) de cerca de 100 milhões de pessoas. Em paralelo, dados do Serasa de outubro de 2025 mostram que 80,4 MILHÕES de brasileiros estavam negativados.

Inadimplencia Serasa dívidas

Estatisticamente, é muito provável que uma parcela significativa do seu time esteja nesse grupo, acordando e dormindo com a pressão da dívida. E o que a empresa e os gestores estão fazendo a respeito? Será que esse problema afeta somente o funcionário? Com certeza não!

Por que a dívida “sequestra” o cérebro?

Quando um ser humano entra em estresse financeiro crônico, a razão fica desajustada, gerando um grande impacto na rotina corporativa. Ele está na reunião, mas a mente está nos juros do cheque especial destruindo sua Renda e buscando uma solução rápida.

É nesse momento de fragilidade cognitiva que entram as válvulas de escape perigosas, como, por exemplo, as apostas online (“Bets“), que prometem dinheiro fácil mas, na grande maioria das vezes, entregam mais prejuízo. Além disso, como já citamos, surge a tentação de cometer atos ilícitos dentro da empresa. O estresse financeiro não afeta apenas o bolso; ele pode corroer o caráter e a ética pelo instinto de sobrevivência.

Bets Jogos Dividas Compliance saude mental

Aqui entra o papel estratégico dos gestores. É preciso alinhar os processos de auditorias e compliance para mitigar riscos, mas, acima de tudo, é urgente estender a mão para ajudar o colaborador a sair desse ciclo. Mas como fazer isso de forma profissional, sem transformar o RH em um banco de empréstimos?

O papel do gestor: educação como ferramenta de retenção

Como resolver isso? A resposta não é transformar o RH em um banco de empréstimos, mas sim em uma fonte de conhecimento estruturado.

A falta de Planejamento Financeiro (Financial Planning), de noções fundamentais de Orçamento (Budgeting) pessoal e familiar, de matemática financeira e economia básica são a raiz do problema. Como o governo, as escolas e na imensa maioria das famílias brasileiras, não ensinaram isso, o mercado de consumo se aproveita dessa lacuna, logo, a nossa metodologia preenche esse espaço vital.

Ao trazer a educação financeira para dentro da empresa como um BENEFÍCIO REAL, você ataca a causa, não o sintoma. Você devolve ao colaborador o controle sobre a própria vida. E quando a ansiedade e os problemas financeiros diminuem, a criatividade e a produtividade voltam a ocupar o espaço.

O ciclo é virtuoso: você acolhe o ser humano com um benefício de alto valor, destrava o potencial máximo do profissional e, como consequência natural, vê os números e as metas da empresa performarem como nunca.

A solução: formação Rumo à Estabilidade Financeira

Seu time, além de palestras motivacionais, precisa de técnica para resolver a dor que os impede de dormir.

Nossa formação não é sobre Finanças e números chatos de controlar, é um programa de reestruturação de vida desenhado para a realidade brasileira, abordando, entre muitos outros assuntos, temas sobre:

  • Psicologia financeira: Para entender e travar os gatilhos emocionais do gasto.
  • Controle e metas: Como fazer um Orçamento pessoal e familiar que funcione na prática.
  • Juros e dívidas: Estratégias reais para sair do vermelho.
  • Investimentos e futuro: Ensinamos sobre inflação, taxa de juros, Selic e como proteger o patrimônio construído com investimentos seguros alinhados para cada perfil de risco.

Além disso, entregamos bônus práticos, como o uso inteligente de milhas aéreas, permitindo que o lazer volte a fazer parte da vida da família sem gerar novas dívidas. E claro, além da formação gravada para assistir do conforto do lar a qualquer momento, temos tira-dúvidas nas aulas gravadas, encontros ao vivo e muito mais.

A saúde mental e financeira da sua equipe é o alicerce da saúde do seu negócio. Vamos conversar sobre como implementar esse programa e devolver a tranquilidade e o foco para o seu time?

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Foto de Liquidez Consultoria - Prof. Régis
Liquidez Consultoria - Prof. Régis

Gestão Empresarial e Finanças Pessoais

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